quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Do confiar ao correr bem, podem ir muitas horas de espera

Tudo isto se passou ontem, porém não queria escrever o texto ontem. Aqui vai.
Ontem, pela manhã chovosa que tivemos, em muito parecida à de hoje, enquanto me deslocava para o trabalho e tendo de parar numa fila de carros, veio um senhor que resolveu mbirrar  com a traseira do meu carro. Coitada da traseira, estava ali sossegada, mas deve ser bonita e o senhor, pumba. Toma lá disto. 
Saí do carro e reparei que o senhora, com ar possante, não saia. Estranhei! Fui ter com ele para saber se estava bem. Disse que sim e pediu para nos encostrarmos, escusavamos de estar a empatar o trânsito. 
Tem toda a razão e assim o fiz.
Bom, chovia que era uma coisa maluca. Lá nos encostamos e olhámos para a declaração amigável. Belo pincel, pensei eu. 
Já nem sei muito bem explicar como, lá acordámos que ao final do dia nos encotraríamos para preencher a dita declaração.
O senhor tinha um ar muito simples. Notava-se que iria para o trabalho, quem sabe alguma obra ou algo parecido. Achei que seria pessoa de confiança. Senti, sei lá. E confiei.
Trocámos números de telemóvel e combinamos hora e local.
E cada um seguiu o seu caminho.
Claro que, com o passar das horas, fui caindo mais em mim e só pensava... e se o homem me enganou! Agora é aguardar.
Chegada a hora marcada, apareci eu, o meu pai, a minha mãe e a minha filha. Coitado do homem, pensei! Ainda julga que lhe vamos dar alguma tareia. Mas a verdade é que fomos todos, por ir. Para nos acompanharmos, para sairmos e aproveitámos e bebemos um café.
O senhor chegou, vestido de toda a sua simplicidade. Vontámos ao raio da declaração amigável, a qual parece um inquérito judicial mas para formigas escreverem. Tive de preencher a parte do senhor, a seu pedido. E no final lá assinou, mas reparei que com dificuldade e com uma letra tão humilde como ele próprio.
E assim foi. O meu instinto e a situação disseram-me para confirar. Confiei e... vá lá! Tive sorte. sai-me bem. 
Ufa!

5 comentários:

Angie disse...

Tiveste muita sorte em encontrares alguém humilde, pois se fosse outro qualquer daria-te um número de telemóvel errado e nunca mais aparecia. É bom saber que ainda há pessoas com bom coração e responsáveis.

D. disse...

É verdade Angie. Humilde e de bom coração. Foi algo que me fez acreditar naquele senhor.

Paula Santos disse...

Ainda bem que foi só chapa e que tudo correu bem. E que o senhor era e confiança.
Infelizmente já confiei em pessoas que afinal, não o mereciam e isso faz-me ficar sempre com um pézinho atrás.
Mas tudo ficou bem e isso é o mais importante!
:)

D. disse...

É verdade, Paula. E esse era o meu receio. Até agora, correu tudo bem. Espero no futuro também correr. :)

ynys disse...

Nunca é fácil e é sempre uma grande maçada que fica por aí se nada mais do que chapa estiver envolvido, mas de facto foi muita sorte (e instinto) boa porque há boas pessoas sim mas a probabilidade de encontrarmos uma má infelizmente é grande. O sexto sentido apurado que tu tens ajudou ;)