terça-feira, 18 de julho de 2017

Escondo ou não sei o meu sentir!

Já perdi o brilho. Meu olhar está baço.
Não entendo o que sinto e tenho receio do meu sentir.
As palavras jorram no pensamento, mas não fluem da caneta.
Quando se é abandonado, não pode ser o mesmo que quando se perde alguém por morte. Não pode! O que sinto, não faz sentido.
Perder alguém que é a continuação de nós, é estranho, é duro e tira-nos a noite, porém, queima a pele. Não deixa que o pensamento se prenda à perda.
O que sinto, é estranho. Não entendo. Não faz sentido.
Não se é rejeitado por um filho e não se consegue sentir nada. A não ser que, a saudade do cheiro, da fala e dos passos, do olhar e do toque, se tenham entranhado e tornado parte de mim de tal jeito, que não sinto.
Sinto-me inebriada, anestesiada.
Não defino meu sentir. Só perdida que me vejo.
Falho em tudo. Falhei em tudo. Mas, não sei como falhei.
Pensei, sonhei e quis dar-te a vida.
Dei o que podia dar, acarinhei mais do que alguma vez fui acarinhada. Chorei, ralhei, deixei de comer e vestir para te dar. E quando a uma simples pergunta de “quando vens”, a resposta é “não quero ir”, dói. Não o mereço, tenho a certeza disso.
Não. Não falhei. Algo falho, mas não eu.
E por não o merecer, nem por merecer ser mal tratada e rejeitada por ti, quando na minha presença, prefiro não ver, não falar, não pensar.
A porta está fechada, os brinquedos e as tuas coisas, todos lá dentro. E foste. E deixaste as coisas que acarinhavas e gostavas, para trás. E lá estão, à espera do dia que as voltes a abraçar.
Elas, e eu.
Não consigo desenhar mais palavras. Os meus dedos não conseguem fazer mais contornos de sentimentos.
Sinto-me vazia. Sem sentidos e sem sentir.
Mas não posso!
Tenho de lutar e manter-me viva. Afinal, também a tua "metade"de sangue, aquela que também tu deixaste para trás, precisa de mim. E agora, mais que nunca.
É estranho o vazio de sentimentos e a alienação que consigo ter, de tudo isto. De toda a situação.

O que sinto, é estranho. Não entendo. Não faz sentido.


quinta-feira, 8 de junho de 2017

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Direitos e Deveres - a dicotomia da vida

❤Para que possas exigir os teus Direitos, tens primeiro de cumprir os teus Deveres.❤

Vi esta, mais ou menos assim, algures. Fiquei com a mensagem bem gravada na minha mente, com o intuito de a transmitir à minha filha, que neste momento só se acha merecedora dos seus Direitos, sem porém achar que tem de cumprir os seus Deveres. Mas esta é a forma mais correcta de liberdade. Cada um, cumprir com aquilo que é responsável.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Filhos - ninguém disse que era fácil

Ninguém disse que era fácil, mas caramba, também não precisava ser tão difícil.
Filhos. Aqueles seres que nos mudam, alteram as rotinas, forma de pensar, enfim, mudam o nosso mundo. 
São das melhores criaturas que há, mas podem também ser, das mais cruéis.  Podem ser as mais doces e podem ser as que mais nos desesperam. 
E consoante a idade, as coisas vão sendo diferentes e uma nova aventura. Uma descoberta boa ou um achado, que seria melhor que não aparecesse.

Despistada, aluada, com a mania que sabe tudo e a querer ouvir pouco. É assim, e mais algumas coisitas, que anda a minha cria gigante. É, por vezes, difícil percebe-la. Umas vezes fala tudo, outras, nada diz. Passa de uma alegria extrema a um estado de "burra amarrada" quase profundo. Nestas alturas, é torta, respondona, nada diz de positivo e ouvir então, fecha os ouvidos. Não tem sido nada fácil. Nada mesmo, digo-vos. 
Agora, anda numa fase (mais uma, parece-me) de zanga, revolta, teimosia. Faz coisas sem pensar nas consequências num futuro, até próximo e profere palavras duras. Olha, com altivez e acha-se a última bolacha do pacote.

Ai! É só o que me apetece dizer. Ai! Cada dia é uma nova aventura no reino.
Socorroooo....

quarta-feira, 19 de abril de 2017

o que fizeres faz com amor e empenho, que os dias passam melhor

Ouvi algures que, o que fizeres faz com amor e empenho, que os dias passam melhor.
Achei bonito, confesso, mas a minha primeira reacção foi algo do género, “é! mas se não temos “nada a ver” com o que temos de fazer, se não é algo assim tão ligado a nós, se nem sabemos se conseguimos desempenhar correctamente as funções, pois muitas vezes parece grego o que temos à nossa frente, nem sabemos se gostamos de o fazer… como é que vamos conseguir fazer com o tal amor e empenho e que os dias fluam?!”
Pois que, cheguei à conclusão que tal é possível.
Os meus dias passam de forma intensa, de certa forma descontraída, quase sempre em aprendizagem e resultam em dias não muito demorados.
Não vou dizer que não há excepções, porque há.
Há, também aqueles dias que a moleza consegue, quase, vencer; em que a rua clama tanto por mim, que quase ensurdeço; que a cama parece ter um polo oposto ao meu.
Mas, de uma maneira geral, passam com leveza e contentamento. Quase não consigo acompanhar as “notícias” que vão postando e os minutos livres para vos falar, escasseiam.
Acredito que não é só do amor e emprenho, como também do ambiente e de me sentir útil e, de certa forma, reconhecida.
E desta forma vão fluindo os meus dias, na alegria de um sorriso, com os minutos preenchidos e não enfadados.
Sim, tenho-me sentido bem e espero que este meu auguro não tenha um fim à vista. Os euros, poderiam e deveriam ser um “pocachinho” mais. Davam muito jeito.

É bom quando nos sentimos assim. Realmente, acabamos a meter mais de nós em cada tarefa que nos é apresentada.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Carta para cada um de vocês

Olá malta fixe que ainda me lê,

Ainda por aqui andam? Faz tanto tempo que nada vos digo. Penso que nunca tive uma ausência tão grande.

Ainda nem sabiam que estou já a trabalhar! É verdade. Desde Dezembro. É o chamado estar no sítio certo, na hora certa. E assim aconteceu. Fui parar a uma empresa que, como costumo dizer, tem de certa forma, a minha cara.

Pessoal descontraído, engraçado e com bom ambiente.
Claro que, não há-de ser tudo 100%, afinal é uma empresa. Um conjunto de pessoas todas diferentes. Mas, até ver, estou a gostar muito de para lá ir.

O amanhã, não sei. Nem eu, nem ninguém. Mas continuo a dizer que, deixa a vida respirar, ela não morre. Que é quase o mesmo que dizer, quando se fecha uma janela, abre-se uma porta. Ou a vida resolve-se sozinha. Ou, tantas outras coisas que queiram.

E assim voltou a minha vida, à rotina atribulada do dia-a-dia. A roupa que se acumula mais, o jantar que se come mais tarde, os almoços nas marmitas, o frigorífico, que por vezes, faz eco, o tentar acordar de manhã e sentir uma força mais forte que íman a puxar-me para o colchão. Melhorou, o trânsito e a distância. Estou perto de casa, o que, só isso, vale mais de metade do ordenado (ok, façam as contas… é “muita-poucaxinho” J mas o local é “bué-da-fixe” e foi o que-apareceu-para-além-de-que-posso-andar-de-ténis-e-chinelo-de-dedo).

E que tal? Tenho estado ausente, com muita água a correr de baixo da ponte, mas regressada com boas notícias, não concordam?

Vamos ver quanto tempo mais estou sem dar notícias. Espero que pouco, mas não me é fácil escrever agora; falta de tempo; falta de espaço; falta de oportunidade. Mas sempre que posso, visito-vos e tentarei fazer um esforço por vos vir dar, pelo menos, um olá.


Abrejos e até ao próximo post

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

os stresses da adolescência

Devem ser muitos, já não me recordo dos meus e, confesso, não me apercebo de muitos deles. 
Mas há um que me deu uma vontade de rir desgraçada! 
O stress matinal da minha filha, hoje, era o facto de um coleguinha dela, passar a vida a mudar as alcunhas, principalmente a dela, no messenger.
É realmente um problema muito grave. Não sei como irá conseguir passar o resto do seu dia, com tamanha notícia logo pela manhã. 

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Da lua xpto de ontem

Ontem, lá fui eu ver a lua que tanto se falava o dia inteiro.
Pois que, os meus olhos ficaram quase tão decepcionados, como quando viram pela primeira vez o Big Ben. 
E é isto!

Hoje escrevo-vos daqui.

Hoje escrevo-vos daqui. 
Onde pegadas se cruzam e pensamentos fluem.
Hoje, resolvi fazer esta limpeza matinal, que já não fazia há muito tempo. Já foi quase que uma rotina, que se perdeu no meio dos problemas, da resistência ao querer pensar, da preguiça.
Mas hoje, mesmo após uma noite, como vêm sendo as últimas noites, onde a cabeça voa por pensamentos que não me deixa descansar, deixei que a primeira vontade vence-se, e vim.
Cerca de uma hora, com a imensidão do mar na tela de fundo, e as pernas a não acompanharem o pensamento.
A música a inebriar o cérebro, na tentativa frustrada de o adormecer para assim, vencer cada pensamento menos bom.
A cabeça, não pára. As preocupações, são muitas, e os sonhos, são ainda mais.
Quais serão os pensamentos de cada uma destas pessoas que por mim se cruza? E no meio de tantas, não haverá uma que pudesse ser  a minha mão-ajuda? Aquela que me fosse estendida e me ajudasse a manter viva e saudável, a vontade de sorrir?
Quem será, cada uma destas pessoas? Uma, só uma, que precise de alguém para lhe aliviar o trabalho, para ajudar, para ser companheira de luta.
Uma, só uma, que me estenda a mão e me ajude, com a compreensão que os nossos dias esqueceram e com a ternura que as pessoas perderam.
Uma, só precisava de uma.