terça-feira, 15 de novembro de 2016

Hoje escrevo-vos daqui.

Hoje escrevo-vos daqui. 
Onde pegadas se cruzam e pensamentos fluem.
Hoje, resolvi fazer esta limpeza matinal, que já não fazia há muito tempo. Já foi quase que uma rotina, que se perdeu no meio dos problemas, da resistência ao querer pensar, da preguiça.
Mas hoje, mesmo após uma noite, como vêm sendo as últimas noites, onde a cabeça voa por pensamentos que não me deixa descansar, deixei que a primeira vontade vence-se, e vim.
Cerca de uma hora, com a imensidão do mar na tela de fundo, e as pernas a não acompanharem o pensamento.
A música a inebriar o cérebro, na tentativa frustrada de o adormecer para assim, vencer cada pensamento menos bom.
A cabeça, não pára. As preocupações, são muitas, e os sonhos, são ainda mais.
Quais serão os pensamentos de cada uma destas pessoas que por mim se cruza? E no meio de tantas, não haverá uma que pudesse ser  a minha mão-ajuda? Aquela que me fosse estendida e me ajudasse a manter viva e saudável, a vontade de sorrir?
Quem será, cada uma destas pessoas? Uma, só uma, que precise de alguém para lhe aliviar o trabalho, para ajudar, para ser companheira de luta.
Uma, só uma, que me estenda a mão e me ajude, com a compreensão que os nossos dias esqueceram e com a ternura que as pessoas perderam.
Uma, só precisava de uma.

domingo, 13 de novembro de 2016

Amores, sol e praia

E hoje esteve um domingo de sol, maravilhoso.
Por isso mesmo, nada como ir passar uma par valente de horas para a praia, com amores. 
Amores, amores; amores, amigos e amores animais.

Não tinhas nada para fazer hoje, não? Ter tinha e muito. Mas recarreguei tão bem as baterias, que agora volto com mais força. 
Só não sei se a força é para estudar se para dormir, mas isso já vejo.
Obrigada, meus amores.


sábado, 12 de novembro de 2016

Um sorriso

Há dias, escrevi isto:


Quando vês um sorriso, nunca sabes se o mesmo é de alegria, realização, felicidade, de alma leve. 
Também não sabes se este esconde ao mundo tristeza, dúvidas, angústias, frustrações. 
Um sorriso, pode ser o antídoto que vai alegrando a alma das provações da vida.


E hoje, reflecti, novamente, sobre o mesmo. Pois é assim mesmo que sinto. É isto que me vem à cabeça, a cada vez que algumas pessoas comentam, sobre mim, que estou sempre na boa.
Não, não estou. Quem me dera estar. Tenho muitas frustrações, sinto o meu chão a fugir vezes sem conta. Por vezes, chego até mesmo a achar que não tenho qualquer chão. Tenho angústias e muitos medos. Sinto-me insegura. Não vejo o futuro, para mim e para os meus, nada facilitado ou tranquilo.

Mas mantenho o sorriso. Sim, mantenho. Acho que é a forma de acalmar o que me preocupa, o que me deixa insegura. Para além de achar que, não são todos os outros que têm o direito de ver as minhas lágrimas, aquelas que vêm dos problemas que enfrento.

Sorrio, sim. Sempre. E irei tentar sorrir cada vez mais, mesmo quando o meu barco se está a afundar.



"sorri sempre, mesmo que o teu sorriso seja triste, porque mais triste que o teu sorriso triste, é a tristeza de não saber sorrir."

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Este post vai ser escrito sem o reler, sem pensar, sem filtros

Este post vai ser escrito sem o reler, sem pensar, sem filtros. Este post será o vomitar de algumas letras, que me estão engasgadas na garganta e que me sufocam.
Estou quase a fritar a pipoca.
Acho, até, que é por isso, que aqui venho tão poucas vezes.
Quem me segue sabe bem que, não tenho trabalho. Vou, agora, dando apoio ao estudo num centro de estudos, mas é só da parte da tarde e o dinheiro que vem, não é nada. Isto tudo, para além dos dias em que me ligam a dizer que, não há meninos suficientes, não precisam dos meus serviços naquele dia. Logo, não vou, não trago dinheiro.
Estou a chegar mesmo a um ponto muito complicado da minha vida. Com 45 anos e não lhe vejo futuro absolutamente nenhum. Já perdi as esperanças, da mesma forma que perco o sono muitas vezes.
Esta noite, foi mais uma dessas noites. 
Já não sonho com o emprego / trabalho como já tive. Até sonho, apenas, com algo mais ao nível administrativo. Mas nada. Não consigo arranjar nada. 
Que será do meu futuro e das minhas filhas? Caramba, que raiva. Ninguém me consegue dar a mão e uma ajuda?
Estou a começar a sentir que a pipoca está a fritar, mesmo.
Está muito difícil. Como é que dizem que o universo devolve e que tudo se resolve e etc? Devo ter ficado esquecida num beco qualquer.
Como é possível, chegar-se a este ponto. 
Pronto. Desabafei.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Agradece-se a vossa ajuda

E preciso da vossa ajuda para? Para me ajudarem na minha organização.
Por norma, faço as compras, de alimentos, para a semana seguinte. Compro os legumes no mercado local, a carne no talho ao pé de casa e o peixe e mercearias, no supermercado, seja ele Pingo Doce, Lidl, Continente ou o que seja.
Até aqui, faz-se. Não acredito que tenha grandes poupanças, pois por mais que leia em outros blogs, não consigo ser tão orientada como muitas coisas que por aqui leio.
A minha questão agora, é o que fazer para as refeições. 
Ando sem inspiração e um bocado farta de fazer quase sempre o mesmo. Parece que o disco, isto para quem ainda é do tempo do vinil, anda riscado.
Preciso de ideias, simples, rápidas e saborosas, para fazer as refeições, principalmente a pensar na pequenada.
Quem ajuda com ideias?

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

O que tem o Alamal a ver com quando eu for mais velha

Se calhar para cada um de vocês, não tem nada a ver. Para mim, também não tinha, mas acho que passou a ter.
Este fim-de-semana, fomos ao Alamal, em Gavião. Mais um local mágico deste nosso Portugal. Lindo, tranquilizante, acolhedor. 
Após convívio com algumas pessoas da localidade, veio connosco a vontade de, também nós, podermos vir a viver num local daqueles. Vir a viver, naquele local. 
Não poderia ser já, pois as minhas filhas ainda são pequenas, precisam de mim e eu ainda preciso mais delas. Mas quando chegar aquela altura da vida que, elas já pouco querem ou precisam de mim, acho que é aí, que vamos os dois arranjar maneira de viver naquela paz de Portugal. 
Regressámos a sonhar, finalmente, com a nossa casa de madeira, numa encosta, com um alpendre de frente para o rio. Imagino a cadela a correr naquela praia fluvial e as miúdas a irem visitar-nos cada vez mais vezes e a não quererem deixar aquele paraíso para trás.
Bom, e depois adormeci e acordei no dia seguinte, na "pasmaceira" dolorosa de sempre. 
Aqui fica um bocadinho do que vi e registei,

 Rio Tejo visto do lado de Belver, onde almoçámos de forma divinal
 Castelo de Belver






sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Relato ao longo dos anos.

O que tenho escrito, sobre este meu Amor, ao longo dos anos neste meus cantinho.

2011:

E hoje o dia vai para


2012:

2013:

2014:

2015:

e hoje...

Uma compilação que adorei ler. Para recordar, bem como todos os outros anos anteriores, que não estão escritos, mas estão guardados nas minha memórias.

14 Outubro 2006

E foi há 10 anos, que nasceu o segundo Amor da minha vida.
Recordo cada minuto, cada cheiro, cada acontecimento, como se tivesse sido ontem ou até mesmo, hoje.
Muito obrigada por vires completar a minha vida. Muito obrigada por seres quem és. Muito obrigada pelo teu carinho e até pelo teu "mau feitio". Muito obrigada por cada dia. Muito obrigada meu Amor pequenino.
Que a tua vida te sorria sempre, mesmo nos momentos mais cinzentos.
Parabéns minha vida.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Detox


Há uns anos disse isto e hoje re-post, pois mantém-se a fazer muito sentido.
"limpar a casa mental, depois de se ter entregue (...) a pensamentos negativos, é como seguir um bom programa nutricional, depois de se ter entregu (...) à comida de plástico. Ambos podem (...) desencadear crises de cura". 
Eu tb diria que, os pensamentos e atitudes constantemente negativas dos outros nos sugam o que temos. Temos de nos proteger para não estarmos sempre a comer fast food

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Ontem, foi um dia entre o amargo da partida e o doce do reencontro.

A cada dia e a cada momento, temos pessoas que nos rodeiam, que gostamos e com as quais gostamos de estar. Com elas, os minutos voam.
São elas. São tudo naqueles momentos. 
Depois, temos também aquelas pessoas que foram tudo isso para nós, num passado. Por este ou aquele motivo, a vida teve de seguir para um futuro e a relação com essas pessoas ficou, um pouco, no passado. A alegria, o encurtar do espaço temporal, são momentos que conseguem transportar-nos para momentos longínquos que parecem ter ocorrido ontem. Sentimo-nos juntos e separados, bem como, separados e juntos.
E ontem, foi assim.
Infelizmente, o momento e local não foram dos que mais me agradam. Foi num velório de um anjo, ligado a uma pessoa muito querida deste nosso passado. Assim que recebi a triste notícia, soube logo à partida que iria ser um misto de emoções.
Nesta mistura de sentires, entre a tristeza de um vazio, a alegria de ir rever e abraçar um pouco do passado. Sabia que muitas das pessoas de quem gostava e com quem aprendi a ser, um pouco, o que hoje sou, me iriam aparecer, sorrir, beijar e abraçar.
E assim foi. Abraços daqueles que nos enchem o mundo. Sorrisos carinhosos, olhares reconfortantes e palavras doces.
Relembrar, rir, abraçar, aquele bocadinho, naquele local que daria tudo para ser outro, consegui trazer-me ao de cima, momentos e sensações muito doces.
Foram anos da minha vida, que recordo com muita satisfação. Foram lágrimas discretamente largadas num rio de saudade. 
Ontem, recebi dos abraços mais reconfortantes dos últimos tempos.
Ontem, voei, recordei e senti umas saudades grandes do que já foi.
Ontem, senti o carinho de uma família, que em tempos tive.
Ontem, aqueles abraços foram um "booster" para continuar.
Ontem, cumpri a minha obrigação de acarinhar a subida de um anjo.
Ontem, foi um dia entre o amargo da partida e o doce do reencontro.
Sim, tenho saudades. Sim, admito, tenho muitas saudades da equipa que um dia todos fomos.