quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Por vezes, para umas coisas crescerem, outras têm de ser sacrificadas.

Se há coisa que me recordo de infância, são as estiradas que fazia no verão em casa da minha tia e da avó. Os meus pais iniciavam as férias comigo, claro, mas havia sempre o dia em que as férias deles terminavam e as minhas continuavam. E continuavam sempre muito bem, muito feliz. Acho que até eram melhores! Eram mimos da avó, tias, primos, etc, que me levavam para todo o lado. E estes períodos fizeram-me criar laços com esta parte da família que via só nas férias.
Este ano, após as 2 semanas de férias em conjunto com as pipocas, ainda restava mais uma semana com elas (*). Bom, mas continuando o que interessa e é bom, eu tive de regressar ao trabalho (isto não é bom, mas é obrigação) - afinal, desta vez sou eu que sou mão e que trabalho - e resolvi deixar as pipocas mais uns dias com os avós e restante família. Na verdade, são só 3 dias, os avós regressam já com elas. E lá ficaram na mesma terra onde eu ficava, nas já para mim habituais e "rotineiras" férias em e com a família. Ora estão com a prima Ju e vão para a praia, ora jantam em casa da prima Ana. Têm a casa das "tias" que agora até tem malta que "fala inglês" - uau, diz a matriarca. Enfim, são dias cheios onde se reconhece a alegria e felicidade em cada telefonema que faço.
Ainda agora, acabei de falar com o avô e ouvia-as a falar alegremente. Foram ver as vacas e estavam a dar-lhes de comer. Fiquei cheia e feliz também, ao ouvir aquelas vozinhas.
Apesar de me terem acusado de forma negativa(*), acho que fiz bem em deixá-las. Muito bem, mesmo. Isto para mim são também férias em família. Daquelas que não se apagam da memória.
Acho que fica a faltar sempre algo no nosso crescer, a quem nunca teve possibilidade de passar um pouco das suas férias de verão "na terra" com uma parte da família.
Por vezes, para umas coisas crescerem, outras têm de ser sacrificadas!

(*)- foram 3 semanas seguidas para não "descontrolar" a vida ao "paizinho" rsrsrsrs..., que mesmo assim, não consegue enxergar para além do seu úmbigo e já se armou em justiceiro - ah ah ah- porém sem carro

9 comentários:

Anônimo disse...

Quem critica e acusa são os fracos de espirito! e com que moral é que essas pessoas criticam e acusam? Com falsas morais e com cinismo? Quem é que pode acusar e julgar alguém sem se julgar primeiro a si próprio? São os fracos minha gente!! São os fracos!! para os que vivem a vida com medo e para se protegerem estão sempre a atacar... "ao cu a eles e a todos os que com eles compactuam" são os fracos minha gente! São os fracos!

D. disse...

Bom, anonimo, um like no teu (seu) comentário. :-)

É bem verdade, principalmente a frase "para os que vivem a vida com medo e para se protegerem estão sempre a atacar... "

Ana disse...

Tenho muitas e boas recordações das férias de Verão em família na terrinha (que no meu caso nem era assim tão "terrinha", já que a terrinha é Albufeira). Conviver com os primos, os tios e pessoas com quem não estava o ano inteiro, era a melhor coisinha que me podiam dar. Pudera eu continuar a fazer isto todos os anos!

D. disse...

Exactamente como eu, Ana, e como tentei transmitir e deixar sentir este ano. Logo já tenho novidades :)
(pena tenho uqe alguns não consigam ver tal coisa!)

S* disse...

Um texto muito maduro e consciente. Gostei.

mfc disse...

É giro como as coisas se repetem!
Gostamos de transmitir as nossas raízes aos nossos.
É assim que a vida é feita... de algumas rotinas boas!!
Beijinhos.

D. disse...

Obrigada S* e mfc. Fico feliz por terem gostado do texto mas principalmente das "tradições" uqe por vezes são ainda tão saudáveis.
Bjs

SaintWolf disse...

Há uma coisa que me entristece honestamente, é a "guerrilha" em volta das pipocas...

É que são sempre as crianças a pagar ou de uma maneira ou de outra, infelizmente é assim.

D. disse...

Não te entristece, por certo, mais que a mim, poque eu também sinto dentro de mim essa "guerrilha" que a outra parte insiste em fazer. Não entendo, não percebo, não aceito se quer que mantenha este tipo de "parvoices" face a algo que deveria ser para o bem de todos. Acho que é alguém que ainda não se resolveu nem encontrou de paz consigo e com a vida, por isso como não tem outra forma, ataca.