domingo, 13 de julho de 2014

Sou filha única. Não sei bem o que é.

Sou filha única,  logo não sei bem o que é, mas como sobrinha cheia de ti@s, faz-me confusão. 
Hoje é domingo.  Passou-se na quinta feira.  7h30, toca o telefone. Era o meu pai a anunciar-me que a minha titi tinha falecido. Primeiro,  exclamação. Depois, alívio e de seguida, alguns pensamentos baralhados.
Alívio pois ela estava acamada há muito tempo, estando a sofrer, sendo que aos que à sua volta estavam, algum sofrer também incutia. Acho que se pode chamar de danos colaterais.
O dia passou menos feliz, mas a pensar que, das minhas 5 tias, só me restam 3. E isto da parte da mãe,  pois da parte do pai só resta ele.
E é aqui que penso, eu sou filha única,  não sei qual é a alegria e a menos alegria de ter irmãos.  E também não vou saber o que é um dia perdê-los, não os tenho.
Mas chegando sexta ao funeral e vendo o tio, a tia e a minha mãe,  ali, os que por cá estão (sim, só estes porque a outra não está cá,  logo não pode vir), fez-me pensar o quão difícil de ser para eles verem os seus irmãos a partirem. Verem a sua geração a ir. Deve-lhes sempre restar a interrogação.
Quanto à minha tia, acredito que esteja sentada ao lado da sua irmã,  mãe e todos os outros,  a contar as últimas da terra.
Está "lá" e "lá" deve estar e por certo muito melhor, sem a dor física.
Hoje é domingo. Isto foi na quinta e eu sou filha única.
Boa semana.

3 comentários:

Timtim Tim disse...

Também sou filha única. Da parte do pai tenho muitos tios. Só um, ainda, partiu. Da parte da mãe só tenho uma tia e nem quero imaginar, atenta a ligação entre elas, o sofrimento que terá ficarem uma sem a outra. É um sofrimento que eu posso apenas imaginar...

S* disse...

Eu acho que ter irmãos é muito melhor. Mas, nos dias de hoje, está complicado.

D. disse...

Pois deve ser uma dor grande e ainda por cima, deves colocar sempre em ti a interrogação "quando chegará a minha vez"!
Ter irmãos deve ser igualmente bom, sim.